Belfast – Irlanda do Norte: primeiras impressões


Eu desde que me entendo por gente eu tenho uma coisa com a Irlanda e a Irlanda do Norte. A fascinação pelos dois países veio com a ajuda da cultura celta e das músicas populares irlandesas. U2, the Cranberries, James Joyce e Oscar Wilde são daqui – ok, pra ser mais precisa, eles são da Irlanda, não da Irlanda do Norte, mas mesmo assim a minha fixação continuou.
Eu fui para Belfast com uma curiosidade imensa de conhecer o povo conhecido como “os italianos da Grã-Bretanha”. Sim, é impresionante que eles estejam tão perto da Inglaterra e tão diferentes. Confesso que eu não sou muito fã dos ingleses, mas afinal, quem é?rs
Os irlandeses são diferentes, são alegres, sociáveis e muito gente boa. Eu fui em um pub com uma amiga irlandesa e eu virei a sensação por lá. Acho que eu era a única brasileira que eles tinham visto na vida. Eles até pensaram que eu era irlandesa – nessa época eu estava ruiva.
Pois é, aqui é o país dos ruivos – que eu acho lindo! E também de muita bagunça cultural. Quem nasce na Irlanda do Norte tem o passaporte irlandês mas também o britânico – por estar em um país constituinte do grupo – mas quem nasce na Irlanda, não tem o passaporte britânico, só o irlandês mesmo. É uma bagunça mesmo. Até as moedas dos dois países são diferentes, já que a Grã-Bretanha tem a libra e a Europa tem o euro. Dois países tão próximos mas tão distintos.
Quando eu cheguei, a primeira coisa que me perguntaram foi do por quê da minha visita, já que os turistas vão é para Dublin. A minha resposta foi curta e simples: gosto de ver como os locais vivem e em Dublin há muitos turistas. Belfast é tão local que quando um gringo aparece, vira sensação. Ninguém vem pra cá e por isto mesmo que eu fui.
Mesmo a moeda local sendo a libra, tudo aqui é bem mais barato do que em Dublin. Eu cheguei a pagar 1 libra por 1 pint de Guinness. Dá pra acreditar? O paraíso!
Durante a minha estadia eu fui até um lançamento de música irlandesa. A minha amiga irlandesa fala inglês e irlandes – e sim, eles são completamente diferentes. Foi bem legal ver aquela minoria toda unida…eles são como maçons, todos se conhecem e se ajudam.
Foi aí que eu percebi o motivo da separação das duas Irlandas:a língua e a religião…quer mais motivo para separação do que isto? Na Irlanda, tudo é bilingue pois os “irlandeses” são a maioria, enquanto na Irlanda do Norte a maioria é de origem inglesa. Daí veio toda a briga, o “domingo sangrento”, tudo.
Brit – minha amiga – me mostrou o muro que não nos deixa esquecer o quanto eles sofreram. E eles realmente não esquecem.


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