Trabalho voluntário em um orfanato na África do Sul


Hoje nós temos mais uma história muito bacana de dois leitores do Viagem pelo Mundo  que já trabalharam como voluntários ao redor do mundo. Dessa vez, contaremos a história da Amandha e do Guilherme (obrigada pela entrevista!). Eles trabalharam em um orfanato na África do Sul.

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Qual o seu nome, idade e profissão?

Amandha – 28 anos, editora de vídeo

Guilherme – 29 anos, empresário

Por que você decidiu trabalhar como voluntário? Esse trabalho tem alguma relação com a sua profissão principal?

Foi uma decisão de última hora. Estávamos planejando uma viagem de uma semana para descansarmos, provavelmente em Cancun. Foi quando recebi um e-mail da CI (Central de Intercâmbios) apresentando os programas de trabalho voluntário. Achamos super interessante e, no dia seguinte, o Gui já foi a uma agência pra tirar dúvidas e iniciamos o processo pra viabilizar essa viagem. Em 1 mês estávamos embarcando. O trabalho voluntário não teve relação com as nossas profissões.

Como você encontrou essa oportunidade? Foi através de uma agência ou sem intermediários?

Através do e-mail da CI.

Quais foram os passos burocráticos para a concretização do processo?

Fizemos apenas prova para testar o nível de inglês, solicitaram ficha de antecedentes criminais e o Gui solicitou a habilitação internacional, pois precisávamos alugar um carro lá.

Você teve que tirar algum visto específico ou usou o visto de turista?

Não precisamos tirar visto, a única exigência para entrar na África do Sul é o comprovante da vacina contra a febre amarela.

Conte-nos um pouco como foi a sua rotina de trabalho.

Acordávamos todos os dias às 07hs pra conseguirmos chegar às 09hs no orfanato, que ficava localizado a quase 1 hora de onde estávamos hospedados. As crianças tinham aula no período da manhã (ajudávamos durante as aulas e nas horas de recreação, indo embora quando elas iam dormir à tarde).

Existe um programa pré-estabelecido para voluntariado?

Existem diversos programas na ONG onde fomos voluntários, de orfanatos, hospitais e asilos a santuários de leões e outros animais.

Quanto tempo durou?

21 dias.

Você teve que arcar com algum custo? Como você se manteve financeiramente?

Arcamos com toda a despesa relativa à viagem (passagens, hospedagem, alimentação). Uma parte do valor pago pelo pacote de hospedagem/alimentação foi doada ao orfanato.

 Qual foi a melhor e a pior parte da sua experiência?

A melhor parte certamente foi ter tido um contato tão próximo com essas crianças que não pedem absolutamente nada além de um pouco de carinho e atenção. São extremamente carentes, não apenas no sentido financeiro mas, principalmente, de afeto. O pior momento foi a hora de se despedir pois, apesar do pouco tempo, essas crianças são tão amorosas que se torna impossível não criar vínculo com elas.

Essa experiência fez com que você mudasse algo em sua vida?

Ter convivido com aquelas crianças nos permitiu enxergar além das nossas necessidades, muitas vezes egoístas, e perceber que o mínimo que a gente oferece pode ser TUDO pra quem recebe.

Você teve problemas de adaptação com a língua e cultura locais?

No geral, não. Com as crianças a comunicação podia ser um pouco difícil, especialmente com as menorzinhas, pois ainda estão aprendendo o inglês (o mais normal é se comunicarem através dos dialetos locais).

Você pretende fazer algum trabalho voluntário novamente?

Com certeza! Quero fazer algum relacionado a animais e, quem sabe, repetir a experiência com crianças levando nosso (a) filho (a), quando tivermos.

Para aquelas pessoas que gostariam de ser voluntárias, quais dicas você poderia dar?

A dica é: FAÇA! Não importa em prol de quem, nem onde. Sempre tem quem esteja precisando, seja na sua cidade ou em outro país e, no final, quem mais enriquece com a experiência somos nós. Busque organizações que realizem trabalhos sérios de assistência e DOE, ainda que tudo o que você tenha pra doar seja um pouco do seu tempo. 😉

E você? Você conhece alguém que já trabalhou como voluntário? 


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