Depois de pensar e repensar na possibilidade de ir ou não ir a Aushwitz, eu resolvi que iria sim. Vai saber quando é que eu voltaria para a Cracóvia e não queria ficar com um sentimento de arrependimento depois.  Afinal, não é toda hora que a gente vai para a Cracóvia, não?!

Um dia em Aushwitz-Birkenau na Polônia

 Saí do albergue bem cedinho e peguei o trem das 6 horas da manhã para Aushwitz. O nome do destino na verdade é Oswiecim e eu resolvi ir por conta mesmo porque eu detesto ir com guias e grupos do tipo: “siga a bandeirinha”! Além do mais, quando você vai com um grupo, você deve voltar em determinada hora e não há escolha. Eu queria viver essa experiência sozinha e sem pressa de voltar.


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Um dia em Aushwitz-Birkenau na Polônia

Então fui até a estação (eu já havia comprado os tickets no dia anterior) e peguei o trem para lá. O trem é bem conservado e a viagem tranquila. Em pouco mais de 1 hora eu já estava chegando na estação. De lá é só pegar um ônibus para os campos de concentração. Vai ter tanta gente no ponto de ônibus que não tem como errar.

Ao chegar, você pode escolher por ir com um guia ou não. Eu resolvi ir sem guia, mas às vezes dava uma pescoçada do que eles estavam falando…

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Era inverno (não se deixe enganar pelo sol das fotos) e a sensação de catarse só piorava tudo: eu imaginava o quanto aquelas pessoas não sofreram e quantas não morreram ali de frio, de fome ou de doenças tão simples de serem contornadas – para não falar das câmaras de gás e das torturas.

Um dia em Aushwitz-Birkenau na Polônia

Não são todas as casas que estão abertas ao público e na maioria delas não se pode tirar foto. Cada um dos blocos é mais triste do que o outro: um há pilhas e pilhas de cabelos dos presos, outro as malas das famílias com os nomes (entre eles dá pra encontrar as malas das famílias Kafka e Frank) e outro com os sapatos, inclusive com sapatos de crianças bem pequeninas. É tudo de cortar o coração.
Sim, para quem não sabe a Anne Frank passou por aqui.

Um dia em Aushwitz-Birkenau na Polônia

Uma das casas há somente fotos dos presos nas paredes. Em cada foto há o dia em que a pessoa entrou e a data de morte. Havia uma pessoa que sobrevivera somente 17 dias…imagina…

É possível entrar também na câmara de gás e onde eles eram torturados. As solitárias foram construídas de maneira que o preso não conseguisse sentar ou deitar. Tudo para deixá-los fisicamente e psicologicamente abalados.

Não consigo nem descrever o clima pesado que ronda aquele lugar. Fiquei tão abalada que começava a chorar do nada e na volta para a Cracóvia, tomei banho e fui direto pra cama. Nada de festa naquele dia porque a minha cabeça não aguentou.

A experiência é ruim? Sim. Você se arrepende? Não! De maneira alguma. Eu precisava ver aquele absurdo todo com meus próprios olhos.


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12 COMMENTS

  1. menina… to indo pra lá mês que vem… tô com medoooooo!
    No meu blog por enquanto só tem notícias de terceiros… mas assim que reotrnarmos tb darei a minha opinião!
    Parabéns pelo post! bjus

  2. Por favor,do que é que preciso para ir pra lá? e como arranjo um guia que fale polonês e português? kkkkk

  3. Uau…já tinha ouvido da sua própria boca essa história Deise, mas confesso que, quando vi o link no twitter quis ver e ler pelo blog…chegou a dar arrepios….mas como vc disse, o fato de visitar um lugar histórico como esse não demonstra q vc é cruel ou curiosa por coisas mórbidas, mas que precisou ver com os próprios olhos para acreditar que tal atrocidade aconteceu. Graças a Deus que Hitler já não existe mais. Parabéns pelo post!

    • Judite!
      Aushwitz foi com certeza um dos lugares mais intensos que eu já visitei. Fiquei tão mal depois que não conseguia nem comer. Mesmo assim, acho que valeu muito a pena conhecer esse absurdo de perto.

  4. Deise, você descreveu bem a sensação que tive ao visitar o Camp des Milles. Também fui la no inverno, e o frio que senti me fazia chorar, pensando justamente nas pessoas que tiveram que suportar temperaturas muito mais baixas do que enfrentamos la dentro, onde não foi instalado aquecimento propositadamente, justamente para que o visitante pudesse ter uma experiência proxima das condições dos presos. Ainda não visitei campos de concentração, mas como disse, não me furtaria à fazê-lo, é uma forma de reconhecermos o sofrimento dos que ali padeceram…

    Obrigada por compartilhar essa experiência dificil conosco.

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