Dando uma fuçada pela internet eu percebi que o “turismo do terror” é algo bem polêmico em muitos blogs de viagens pelo mundo. Deixar ou não que um lugar que fez parte de um pedaço tão triste da história mundial se tornar atração turística é algo bom ou ruim? Essa é uma maneira de fazer com que a história não seja esquecida ou só uma maneira de transformar isso em comércio?

 

Ou seja: como é possível se fazer dinheiro com algo que foi tão doloroso para tantas famílias? Por outro lado, não é esta uma maneira de não se fazer esquecer um dos maiores absurdos da história da humanidade?

Você visitaria o campo de concentração em Aushwitz?

Deixo aqui o debate porque ele também veio à tona quando estive em Cracóvia e em apenas 1 hora de lá estava o maior campo de concentração da Europa. Talvez até do mundo, não sei.

Embora eu estivesse bastante dividida se eu deveria ou não ir, eu resolvi conhecer o local. E não me arrependo. Confesso que não consegui nem jantar naquele dia, mas essa foi uma das mais fortes experiências da minha vida.

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E você? O que acha de tudo isso?


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9 COMMENTS

  1. Deise,

    Acho que é uma forma de não deixar esquecer mesmo e mostrar ao mundo as condições a que algumas pessoas foram submetidas. Eu iria.

    Bj

  2. Eu acho que o turismo em lugares como Aushwitz ou local do que foi o gueto de Varsóvia, por exemplo, é uma forma de não deixar esquecer, de mostrar para as pessoas que não viveram naquela época que aquilo, de fato, aconteceu. Que milhares de pessoas sofreram, famílias se perderam e que a a guerra, a segregação, o preconceito e o ódio são coisas que devemos tentar banir da sociedade.

    Agora, quanto ao vídeo, acho uma falta de respeito. Um local como aquele não é lugar para brincadeiras.

  3. Acho importante a manutenção e visitação deste locais, para manter vivo o Terror, pois é algo que temos que temer para não se repetir.
    Estive em Washington no museu do Holocausto, com certeza marcou em muito o que eu pensava sobre o assunto e como ele é pior do que imaginamos.
    Sugiro a visita.

  4. Deise

    Eu ainda não tive a Chance de Conhecer Auschwitz. Durante o tempo que moreio na Alemanha conheci 3 deles. O de Dachau perto de Munique (2 maior depois de Auschwitz) o de Sachsenhausen perto de Berlin e o de Buchenwald que visitei novamente em minha última ida à Alemanha no final de 2009 (http://mauoscar.com/2009/11/03/buchenwald/)
    Eu sou da opinião que se conhecendo a história podemos aprender com os erros para evita-los no futuro.
    Inicio deste mes estivemos na Eastern State Penitentiary em Philadelphia, tido como a primeira penitenciaria do mundo a utilizar a solitário como metodo corregionacional (http://mauoscar.com/2010/07/19/a-primeira-penitenciaria-do-mundo-eastern-state-penitentiary-philadelphia/) Ai me pergunto porque tiveram que implodir o Carandiru todo? Claro que talvez não fosse necessario se conservar algo daquele tamanho e a história por tras daquilo tudop virou poeira!!

  5. Concordo plenamene com a opinião de todos vocês.
    E quanto ao Carandiru, é uma pena mesmo. Brasileiro tem mania de destruir tudo o que é história. Vejam os casarões da Av. Paulista…todos viraram estacionamento. Uma pena mesmo!

  6. Olá!
    Concordo com o Oscar quando diz que “conhecendo a história podemos aprender com os erros para evita-los no futuro”. Já visitei o campo de Sachsenhausen tb, e a experiência foi muito válida para refletir. Meu marido já foi no Museu de Hiroshima, que é super “pesado”, cheio de imagens e resquicios da bomba e o que ela ocasionou nas pessoas. Ele diz que foi o que mais marcou até hoje em termos de viagem, ficou muito impressionado e foi realmente importante para ele.
    Sobre o video, não vi pois não está mais disponível, mas até acho que quem passou por tanto inferno tem direito de se alegrar ao máximo (e demonstrar isso) pelo resto da vida!

    Li todos os seus posts da Polônia pq talvez passe por lá ainda este ano, estou cogitando.
    Aproveito para te deixar o convite p/ conhecer meu blog de viagens: http://www.flashesdeviagem.blogspot.com
    Até mais!

  7. Sou à favor de visitar esses locais que são testemunha de historia dolorosa, justamente para que ela não seja esquecida. Aqui do lado de casa fica o unico campo de deportação ainda intacto da França, que recentemente foi inaugurado como Memorial (http://www.destinoprovence.com/2012/12/camp-des-milles.html), um esforço conjunto entre familias e deportados e o governo, num projeto que visa educar para que não se repita, e além de mostrar a Shoah, o genocidio judeu, também mostra outras atrocidades cometidas, como o genocidio armêno, o de Ruanda e dos ciganos, mostrando as semelhanças entre eles, destacando contexto que faz emergir movimentos de odio e exclusão e sinalizando os mecanismos de resistência que cada um pode empregar para não ser pego por essa engrenagem de diferença. Os depoimentos dos sobreviventes e fugitivos são particularmente tocantes, e eles falam da importância de sensibilizar as gerações que vieram depois deles justamente para que não se repita. Acho que merecemos esse tipo de memorial no Brasil para que as vitimas da ditadura, tão recente na nossa historia, não sejam esquecidas.

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