Giant’s Castle e as inscrições rupestres de Drakensberg – África do Sul

Drakensberg foi o nosso primeiro ponto de parada em nossa viagem a convite do Turismo da África do Sul. E o objetivo de nossa viagem era bem claro: mostrar uma outra África do Sul – para além dos já conhecidos safáris – e, consequentemente, uma região onde poucos brasileiros conhecem.

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A curiosidade era muita, a ansiedade imensa de finalmente fazer turismo na África do Sul.Eu não sabia direito o que esperar de um lugar tão inóspito. Chegamos em nossa pousada logo no por do sol e já ficamos encantados. Não havia como essa viagem ser ruim. Era um sinal de que tudo daria certo, e deu.

Para quem não sabe o que é Drakensberg, eu explico: ela é uma cordilheira que se estende por mais de 1.000 km pela África do Sul e também pelo país independente Lesoto. Desde o ano 2000 esta região é considerada como Patrimônio Mundial da UNESCO. A origem do seu nome vem do africâner, que significa “montanha do dragão”.

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Como vocês podem imaginar, essa cadeia de montanhas é enorme. Tivemos, então, que nos concentrar em uma região, e a escolhida foi KwalaZulu-Natal. O nome já mostra a origem deste lugar: “kwalazulu” significa “terra dos zulus” e “Natal” foi uma homenagem ao primeiro explorador que passou por aqui em uma noite de Natal no ano de 1497: o português Vasco da Gama. Quem diria que os portugueses também passaram por aqui, hein?

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Nosso primeiro passeio por lá foi o Giant’s Castle, que é um dos picos da parte sul de Drakensberg. Para quem não tem muito preparo físico, esse é um passeio que pode ser feito por qualquer idade. Nós vimos desde crianças a idosos aqui, o que vai variar é o tempo do passeio.

 

No caminho, passamos por vilas e pudemos ver um pouco a rotina do povo. Foi lá que descobrimos que a maioria da população que mora nessas vilas é de mulheres e crianças, pois os homens vão para cidades maiores para conseguir trabalho. Descobrimos também que muitas casas aqui são redondas, pois eles acreditam que assim afastarão os maus espíritos.

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Só a caminhada em si já vale a visita. O lugar é tão grandioso que não tem como as fotos saírem feias. Como estávamos no outono, o verde tão característico dessas montanhas deu lugar aos diferentes tons de castanho. De longe, até parecia um carpete!

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Nessa região é possível ver o “bearded vulture“, um abutre que fica no alto das montanhas procurando comida. Não é muito fácil vê-los, mas nós estávamos com sorte e vimos um deles sobrevoando as montanhas. Já começamos o dia bem. 🙂

A caminhada começa bem fácil e plana. E como nós estávamos com câmeras, parávamos a cada 5 segundos para tirar foto de alguma coisa. Demoramos 1 hora para chegar até o começo da subida e mais 30 minutos para subir até o ponto das cavernas.

 

Durante o caminho, vimos alguns bancos de madeira. Todos eles foram doados em homenagem a algum parente que morreu e que provavelmente gostava muito desse lugar. Uma linda maneira de eternizar um ente querido, não?

Já próximo das cavernas há um portão. De hora em hora (cheia) uma guia aparece lá para receber os visitantes. Como havíamos chegado às 10h50, tivemos 10 minutos para descansar. E não é que às 11h em ponto apareceu a nossa guia? Fiquei impressionada! 😀

 

Lá dentro nós pudemos conhecer as cavernas com inscrições rupestres. Esses desenhos foram feitos pelo antigo povo que morava nessa região, chamados por aqui de bushmen (o que em uma tradução livre seria algo como o homem do arbusto) ou San.

As primeiras pinturas encontradas em Drakensberg datam de aproximadamente 6.000 anos atrás e representavam o cotidiano do povo San. Os desenhos de animais com sombras são mais vistos na região de Drakensberg e o material usado para fazer as pinturas eram sangue e gordura.

 

Na cultura San não há diferença entre o mundo real e o espiritual. A imagem de um antílope, por exemplo, pode ser tanto um antílope quanto uma representação de um shaman que se transformou no animal. A representação dos animais era uma maneira de absorver a energia deles.

 

Como eu sou uma arqueóloga frustada (durante a minha infância inteira eu quis ser arqueóloga), eu adorei o passeio. Foi uma coisa inusitada que eu realmente não fazia ideia de que pudesse existir na África do Sul. Vi também que a preocupação com essas inscrições é recente, pois em muitos lugares a caverna está queimada. Antigamente, pessoas vinham acampar por aqui e faziam fogueiras embaixo dos desenhos, acredita?

 

Nós voltamos da trilha e almoçamos no restaurante do hotel que fica aos pés do Giant’s Castle. O terraço tem uma vista incrível e é impossível se cansar de olhar. Eu pedi um frango com batatas que estava divino!

 

Saímos de lá já quase no por do sol e pudemos avistar umas zebras de um “game reserve” que fica no caminho. Essas com certeza são experiências que não tem preço!

Informações

 *O Viagem pelo Mundo viajou a convite do Turismo da África do Sul e da South African Airways 


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