Hoje nós contaremos a história da Paula Valentim, que trabalhou durante 2 meses como voluntária em um hospital na periferia da Cidade do Cabo, na África do Sul. Espero que a história dela faça com que cada vez mais pessoas tomem a decisão de serem voluntários.

1- Qual o seu nome, idade e profissão.

Paula Vares Valentim, 33 anos, jornalista.

2 – Por que você decidiu trabalhar como voluntário? Esse trabalho tem alguma relação com a sua profissão principal?

Decidi fazer uma viagem para algum lugar exótico e que me proporcionasse trazer na bagagem muito mais que o consumismo das grandes metrópoles. Já trabalho como voluntária aqui no Brasil, então desembarcar na África do Sul seria uma oportunidade perfeita para estender minha ajuda às crianças de lá. Essa escolha não teve relação alguma com a minha profissão.

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3- Como você encontrou essa oportunidade? Foi através de uma agência ou sem intermediários?

Com a decisão tomada, comecei a pesquisar muito na internet quais eram as formas de viabilizar essa viagem. Como se trata de um país com contexto complexo de violência, saúde, pobreza etc, optei por contatar uma agência, o que me deixou mais segura. Porém, é totalmente possível viajar sem intermediários, fazendo a negociação diretamente com a instituição que a pessoa quer ajudar. Numa próxima oportunidade, certamente farei tudo sem interlocutores.

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4 – Quais foram os passos burocráticos para a concretização do processo?

A agência exigiu que eu fizesse uma entrevista e um teste de inglês. Além disso, solicitaram meu currículo e uma ficha de antecedentes criminais.

5- Você teve que tirar algum visto específico ou usou o visto de turista?

Não é preciso tirar visto para a África do Sul. A única exigência é que todo viajante apresente o certificado de vacinação da Febre Amarela. Sem ele é impossível entrar no país.

6- Conte-nos um pouco como foi a sua rotina de trabalho.

Trabalhei num hospital de recuperação na periferia da Cidade do Cabo. Minha rotina por lá começava por volta de 9 horas (cada voluntário determina quando começa e encerra o “expediente”) e terminava lá pelas 17 horas. Durante esse tempo eu cuidava de crianças com diversos tipos de doenças, de problemas motores a Aids. Isso incluía dar a elas café da manhã, almoço e café da tarde, trocar fraldas, olhar por elas e realizar os cuidados necessários, brincar, fazê-las dormir etc. Também contribuía para a melhoria do hospital em si, com a reforma, pintura e organização de salas e dormitórios.

7- Existe um programa pré-estabelecido para voluntariado?

A agência que escolhi oferece uma cartela bem variada de programas de voluntariado, dos mais diversos tipos e para os mais diferentes países.

8- Quanto tempo durou?

2 meses.

9- Você teve que arcar com algum custo? Como você se manteve financeiramente?

Sim. Todo o custo da viagem foi de minha responsabilidade – passagens aéreas, hospedagem, alimentação… O hospital onde trabalhei não tinha a menor condição de contribuir financeiramente de alguma forma, já que todos os meses ele fechava as contas no vermelho, infelizmente.

10- Qual foi a melhor e a pior parte da sua experiência?

A melhor parte foi o contato diário com as crianças, com as quais troquei muito amor, carinho e compaixão. O bem que isso fez para a minha alma é impagável. A pior parte foi o primeiro/segundo dia, pois além de a companhia aérea ter perdido a minha bagagem eu tive problemas com o meu local de hospedagem e precisei ser redirecionada. Foi um transtorno.

11-Essa experiência fez com que você mudasse algo em sua vida?

Certamente. Talvez o mais importante: perceber que nossos problemas são infinitamente menores do que os fazemos ser.  

12- Você teve problemas de adaptação com a língua e cultura locais?

Não. O povo sul africano é extremamente receptivo, alegre, carinhoso e apaixonante.

13- Você pretende fazer algum trabalho voluntário novamente?

Com certeza. Penso nisso frequentemente. Talvez na minha próxima missão eu escolha a Índia como destino.

14 – Para aquelas pessoas que gostariam de ser voluntárias, quais dicas você poderia dar?

Vá com a mente e o coração abertos, sem preconceitos, sem frescuras. Tenha consciência de que a realidade que você vai vivenciar é muito diferente da que você está acostumado habitualmente. Pode ser chocante. Por isso, é preciso estar bem preparado – inclusive psicologicamente. Não há preço que pague a experiência de sair do “lugar comum” (que é dedicar um período inteiro de férias para fazer compras e mais compras) e doar seu tempo e seu coração para ajudar a quem realmente precisa de você.

 

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E você? Já trabalhou como voluntário? Mande a sua história para nós!

 


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