Trabalho voluntário na África do Sul com a GHS: African Horizon

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Trabalho voluntário na África do Sul com a GHS: African Horizon: Tem vontade de trabalhar como voluntário na África do Sul? Nesse post vou tentar explicar como  a minha rotina como voluntária no programa African Horizon da Good Hope Studies. Espero que eu consiga sanar as dúvidas de quem tenha e também que consiga te convencer de que essa é uma experiência que vale muito a pena!

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Fazer trabalho voluntário com animais foi um sonho que finalmente se tornou realidade. Eu sempre fui apaixonada por bichos…sou daquelas que ri sozinha só de ver um cachorro andando na rua. Embora eu já esteja na casa dos 30 e desejasse ter tido essa experiência nos meus 20 anos, acredito que as coisas acontecem quando elas tem que acontecer. E comigo não foi diferente.

Trabalho voluntário na África do Sul com a GHS: African Horizon

Trabalho voluntário na África do Sul com a GHS: African Horizon
Duiker-azul ou blue duiker

O African Horizon é um projeto onde os voluntários, em parceria com a Good Hope Studies, terão a oportunidade de trabalhar e cuidar de animais diversos, como diferentes tipos de pássaros, veados, macacos e esquilos. Eu cheguei lá sem saber o nome de quase nenhum bicho, mas em apenas uma semana eu já estava bem mais confiante, pois havia aprendido um pouco sobre cada um deles. Se você quiser dicas mais gerais de como fazer um trabalho voluntário na África do Sul, clique aqui.

Como era a sua rotina de trabalho voluntário no African Horizon?

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Todas as tarefas são feitas em sistema de rodízio, ou seja, cada voluntário terá a oportunidade de fazer todas as atividades (legais e chatas) no santuário. Isso significa que em um dia você será responsável por fazer carinhos nos filhotes de serval, mas no outro terá que lavar toda a louça dos animais.

Trabalho voluntário na África do Sul com a GHS: African Horizon
A preparação dos alimentos

Havia basicamente duas rotinas de alimentação por dia, que era a parte que eu mais gostava, pois a gente tinha que entrar nas gaiolas e ficar mais perto da bicharada. Até mesmo os bichos mais tímidos se aproximavam nessa hora. Nos outros horários nós tínhamos trabalhos diversos, como fazer carinho nos bichos ou limpar a gaiola de algum pássaro.

Uma vez por semana nós participávamos do que eles chamavam de “Project”, ou projeto. Esse era o dia do trabalho braçal. Quando eu estive lá, eles estavam construindo um novo aviário, então os voluntários ajudaram a carregar toras e limpar o espaço para a chegada dos pássaros. Como o trabalho é feito com muitas pausas, acaba sendo relativamente tranquilo (até para os mais fracos).

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Grysbok ou Raficero-do-Cabo

Os trabalhos começavam às 7h30, que era a hora que começávamos a alimentar os animais. Depois, tomávamos um café da manhã e continuávamos os trabalhos até às 16h ou 17h (dependia do quanto de trabalho você estava responsável por fazer naquele dia). Existia também um sistema de rodízio para a preparação de toda a comida dos bichos, então pelo menos uma vez por semana você terá que começar às 6h. Todo voluntário tinha direito a duas folgas na semana. Muitas pessoas escolhiam algum passeio pela região para fazer, como observação de baleias (pagos separadamente) ou iam até Jeffrey’s Bay pegar uma praia (o táxi custa 600 rands ida e volta pelo carro).

Trabalho voluntário na África do Sul com a GHS: African Horizon

Ah! É importante dizer que você NUNCA fará um trabalho sozinho no começo. Você sempre estará com um par, que te dará todas as instruções de como e o que você tem que fazer. O que o pessoal do santuário diz é que as pessoas demoram cerca de 2 semanas para começar a entender (e lembrar) o que você tem que fazer. Os pares também são revezados, então você não vai ficar sempre com o mesmo.

E os animais?

Trabalho voluntário na África do Sul com a GHS: African Horizon
Esse é o Casper!

A maioria dos filhotes que estão no santuário são órfãos que foram resgatados. Se o animal estiver bem de saúde e não tiver sido domesticado, ele será solto assim que acharem viável. Só de pássaros são mais de 300 espécies! Muitos são “selvagens”, mas outros são domesticados e até pulam no seu ombro. O preferido de muitos ali era o Casper, uma cacatua muito fofa, mas eu também gostava do Billie e do Sam, dois periquitos lindos!

Existem outros bichos que foram abandonados e outros que vieram de zoológicos e parques. Na clínica, eles cuidam dos animais machucados e que precisam de uma atenção especial. É ali que também são criados os ratos que servirão de comida para as cobras.

Trabalho voluntário na África do Sul com a GHS: African Horizon
Essa é a Indie.

Eles também tem guepardos na propriedade, mas os voluntários não podem se aproximar deles. Na verdade, apenas no último dia de trabalho do voluntário, se o bicho estiver de bom humor, ele poderá fazer um carinho e tirar fotos com o felino. Eu dei sorte e peguei um dia em que a Indie estava de super bom humor e consegui fazer um carinho nela. Foi uma mistura incrível de medo, felicidade por estar tão perto de um bicho tão lindo!

Quanto tempo eu devo ficar no trabalho voluntário?

Trabalho voluntário na África do Sul com a GHS: African Horizon

O programa exige pelo menos 2 semanas, mas tudo vai depender de você mesmo. Como eu já disse, as pessoas começam a se acostumar com a rotina depois de 2 semanas. Ficar mais do que isso vai fazer com que você aproveite mais o santuário, sem medo de estar esquecendo alguma coisa.

Qual era a idade das pessoas?

Trabalho voluntário na África do Sul com a GHS: African Horizon

Na verdade, a maioria das pessoas tinham entre 18 e 24 anos. Mesmo assim, havia um senhor de mais de 70 anos (juro!) e algumas outras pessoas na casa dos 30 (incluindo eu!). Embora pareça, o trabalho não é tão pesado (no sentido físico da coisa), mas mesmo assim é cansativo. O senhor que estava lá dizia que ele conseguia fazer tudo, mas um pouco mais devagar que as outras pessoas.

Precisa saber inglês?

Trabalho voluntário na África do Sul com a GHS: African Horizon

Essa é uma das exigências do programa, pois você precisa entender as outras pessoas e o que você tem que fazer por lá. Se você tiver um nível intermediário, já pode começar a arrumar as malas! Tem gente que faz um combinado de trabalho voluntário + curso de inglês (se você está pensando em fazer um intercâmbio em Cape Town, veja a nossa lista de prós e contras)

Onde você dormia?

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O alojamento fica do outro lado da propriedade, mas era bem perto de onde trabalhávamos. Como eu só voltava no quarto para dormir, eu levava uma bolsa comigo e já deixava na estante dos voluntários uma escova, pasta de dente para não ter que descer durante o dia…(dava uma preguiça! hehe).

É super recomendável levar um saco de dormir para te esquentar das noites frias (eles fornecem a cama, lençol e edredon, mas não é o suficiente nas noites muito frias). O tamanho dos quartos são variados: eu por exemplo, dividi um quarto com uma australiana, mas havia gente que dividia o quarto com 3 pessoas. Os banheiros eram compartilhados.

O que levar na mala?

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Além dos óbvios, como calça e camiseta, acho muito importante que você leve:

Roupas confortáveis e velhas;

Leve dois pares de tênis, se caso um molhar;

Capa de chuva ou casaco impermeável;

Adaptador de tomada;

Saco de dormir;

Chinelo;

Boné;

Protetor solar e repelente;

Celular com internet (não há internet disponível para os voluntários no santuário).

Você já viu o nosso vídeo do projeto?

Por que escolher o programa African Horizon?

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Porque você estará em contato com uma variedade de animais e os ajudará a ter uma vida melhor. O santuário depende totalmente da ajuda dos voluntários para cuidar e alimentar os bichanos. É uma experiência que você vai levar para a vida toda!

Quanto custa?

Pode parecer estranho pagar para trabalhar, mas nesse valor está incluída a sua acomodação e refeições. Além disso, o seu dinheiro será revertido em melhorias para os próprios animais. Mais informações aqui.

*O Viagem pelo Mundo participou do programa African Horizon a convite da Good Hope Studies.

**Agradecimentos especiais à South African Airways.

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Deise de Oliveirahttp://www.viagempelomundo.com/
Doutora em Literatura russa, viajante compulsiva e fotógrafa de cães no Spitz Fotografia Pet. Criadora do Viagem pelo Mundo, já estudou em Moscou e morou na França. Adora mergulhar, fazer agility com o Wurst (seu spitz alemão) e uma cervejinha com os amigos. Siga-a nas redes sociais: Facebook Twitter

4 COMENTÁRIOS

  1. BOm dia Deyse, como vai?

    Tenho 20 anos e estou prestes a fechar o programa de trabalho voluntário no African Horizon, porém, as agências que fiz orçamento, STB, CI e Experimento, ainda não me passaram contatos de pessoas quem tenham ido para que eu pudesse tirar algumas dúvidas.
    Você poderia me ajudar com isso?
    Ficaria imensamente agradecida.
    Att,
    Victória

    • Oi Victória, tudo bem?
      Acredito que essas empresas não podem passar contatos de clientes. Eu estive no programa African Horizon, se você tiver alguma dúvida, deixe na caixa de comentários aqui mesmo.
      Abs,
      Deise

  2. Olá Deise, tudo bom?
    Adorei o relato sobre sua experiencia. Estou planejando em fazer um intercambio voluntário na Africa, meu foco é trabalhar com animais. Pesquei em uma agência sobre os lugares e valores, porém estou achando um poco “salgado” o valor que vi na agencia. Você poderia me ajudar informando mais ou menos qual o gasto dessa viagem, passagem aérea, se você tem alguma agência para recomendar ou dicas. Obrigada desde já.

    • Oi Jaqueline, tudo bem?
      Para conseguir os melhores preços, como eu já havia dito, o melhor é entrar em contato diretamente com a Good Hope Studies mesmo. Entre em contato com eles e fale que foi indicação do blog que eu tenho certeza de que eles irão te tratar com o maior carinho.

      Abs,

      Deise

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